Amamentação prolongada faz bem ao coração da mulher

Por: - Médico Cardiologista - CRM/SC 4101 RQE 1132
Publicado em 01/03/2018 - Atualizado 08/02/2019

Amamentação prolongada faz bem ao coração da mulher

A amamentação prolongada é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) devido aos diversos benefícios para a saúde da criança. O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida e complementar à alimentação até, pelo menos, os dois anos. Além de também fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, amamentar tem outra vantagem: protege o coração da mulher!

Doenças que a amamentação prolongada ajuda a prevenir

Diabetes gestacional

Muitas mulheres desenvolvem o diabetes gestacional quando estão grávidas. Geralmente, após o parto, não há mais risco para a saúde. Ainda assim, é preciso ter cuidado, pois a mulher torna-se mais suscetível ao aparecimento do problema, do que em outro momento da vida.

E o diabetes é um dos fatores de risco mais perigosos para  surgimento de doenças cardiovasculares. A amamentação prolongada é um auxílio, nestes casos, porque as mães que amamentam por mais tempo reduzem a possibilidade de a doença persistir depois que o bebê nasce.

Doenças cardiovasculares

Há 9% menos chance de uma mulher desenvolver uma doença cardíaca se ela amamentar o bebê por mais de seis meses (duração mínima recomendada para a amamentação). O índice sobe para 18% no caso das mulheres que têm um segundo filho e o alimentaram com o leite materno por período prolongado também. A constatação é de um estudo divulgado no Journal of the American Heart Association.

A relação entre a amamentação prolongada e o menor risco de a mulher ter uma doença cardíaca é mais um bom motivo para não interromper o aleitamento materno antes de a criança completar dois anos de idade. Apesar de ser uma boa notícia, ela precisa ser vista com cautela, pois não significa, de forma alguma, que a mulher está totalmente livre da possibilidade de desenvolver um problema no coração. Até porque as pesquisas ainda não descobriram em quais funções cardíacas a amamentação tem maior influência e nem determinaram por quanto tempo é preciso amamentar para que os benefícios sejam maiores.

Obesidade

Durante a gravidez, é normal haver um aumento no peso da mulher. Algumas, porém, excedem o ganho de quilos recomendado pelo obstetra e preocupam-se em como retornar ao peso anterior à gestação. A amamentação prolongada auxilia nesse retorno, pois é necessário que a mãe use 800 calorias por dia da sua reserva de energia somente para alimentar o bebê com o leite materno. Essa perda de peso também é muito benéfica para o coração, considerando que o sobrepeso e a obesidade também são fatores de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares.

Material escrito por:
Médico Cardiologista - CRM/SC 4101 RQE 1132

Diretor técnico da Unicardio, o Dr. Harry Correa Filho é formado em medicina pela UFSC e especialista em cardiologia pelo Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, onde já foi diretor. É professor de cardiologia na Unisul e Pesquisador de estudos clínicos, como EMERAS, ISIS 4, PARAGON, PLATO e TRILOGY.

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