Arritmia cardíaca tem cura?

30/11/2017 | | publicado por

Arritmia cardíaca tem cura?

Uma dúvida comum entre os pacientes que sofrem com alterações nos batimentos do coração é saber se a arritmia cardíaca tem cura.

A arritmia é caracterizada por alterações no ritmo cardíaco normal. A enfermidade ocorre quando os impulsos elétricos do coração não funcionam da maneira correta, provocando diferentes formas de batimentos.

Acelerados (taquicardia)

A taquicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco rápido, geralmente com mais de 100 batimentos por minuto, chegando a até 400 batimentos. Com essa frequência, o coração não é capaz de bombear de forma eficiente o sangue rico em oxigênio para o corpo.

Lentos (bradicardia)

A bradicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco lento, geralmente menos de 60 batimentos por minuto. Nessa velocidade, o coração não é capaz de bombear sangue rico em oxigênio suficiente para o corpo durante atividades normais ou nos exercícios físicos.

Para ser considerada normal, a frequência cardíaca deve estar entre 60 e 100 batimentos por minuto.

Arritmia cardíaca tem cura? Quais são os sintomas?

Normalmente, as arritmias cardíacas não geram sintomas, sendo consideradas inofensivas à saúde. Porém, os casos mais graves provocam as seguintes sensações:

  • falta de ar;
  • palpitações;
  • dor no peito;
  • desmaios;
  • morte súbita.

Nos casos em que ocorre dor no tórax, falta de ar ou outros sintomas preocupantes, ou caso o paciente estiver no setor de emergência, o ritmo cardíaco será monitorado. Também, pode ser preciso uma intervenção de emergência, que será realizada para restaurar o ritmo cardíaco normal.

A arritmia cardíaca tem cura, podendo, ou não, requerer tratamento. Somente em casos que geram sintomas mais graves ou se existe risco de complicação é que o médico cardiologista solicita a realização de determinados procedimentos.

Causas da arritmia cardíaca

Como citado no começo do texto, a arritmia cardíaca geralmente é provocada pela interrupção ou mau funcionamento dos impulsos elétricos que controlam os batimentos cardíacos. Mas suas causas também podem estar relacionadas a problemas cardíacos e outras condições, como:

  • anemia;
  • ansiedade;
  • estresse;
  • medo;
  • uso de pílulas para emagrecimento;
  • determinados exercícios;
  • febre;
  • ventilação excessiva;
  • baixos níveis de oxigênio no sangue;
  • doença de válvulas cardíacas, incluindo o prolapso da válvula atrioventricular esquerda;
  • tireoide excessivamente ativa.

Dentre os problemas especificamente cardíacos que causam arritmia, estão:

  • insuficiência cardíaca;
  • ataque cardíaco (infarto);
  • cicatrização do tecido cardíaco após um infarto;
  • artérias bloqueadas no coração (doença arterial coronariana);
  • alterações na estrutura do coração, como a cardiomiopatia.

Em qual momento devo procurar ajuda médica?

Sempre que se notar qualquer alteração na frequência cardíaca ou sentir qualquer um dos sintomas descritos anteriormente, é preciso buscar ajuda médica, em especial de um cardiologista.

O médico irá conversar com o paciente sobre quais sintomas estão se manifestando, se há algum problema de saúde, qual o estilo de vida e o histórico familiar. Ele também irá explanar que a arritmia cardíaca tem cura. Além disso, o cardiologista poderá realizar um exame físico, que inclui ouvir a frequência dos batimentos cardíacos, medir o pulso e verificar a presença de inchaços nas pernas ou nos pés.

Normalmente, os exames complementares ao físico são:

  • eletrocardiograma: registro dos impulsos elétricos cardíacos através de eletrodos colocados sob o tórax, os braços e as pernas.
  • Holter de 24h: caracteriza-se por um aparelho portátil que grava o eletrocardiograma por 24 horas.
  • Monitores de eventos: é um aparelho que grava o eletrocardiograma por sete a quinze dias, sendo acionado pelo paciente quando a crise aparece.
  • Teste ergométrico: utilizado para arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Pode ser útil, também, para determinar se a doença coronariana é causadora dessas arritmias.
  • Ecocardiograma: uma espécie de ultrassom do coração que permite visualizar se há doença no músculo cardíaco ou nas válvulas que possam estar causando essas arritmias.
  • Tilt-teste: é indicado para pessoas que apresentam desmaios durante a posição em pé ou sentada, precedidos por tonturas, visão turva e sudorese. Consiste em deitar o paciente em uma mesa que se inclina durante o exame.A pressão sanguínea e os batimentos cardíacos são monitorados. Caso haja uma queda da frequência cardíaca e/ou da pressão arterial, o exame é considerado positivo.

Como prevenir a arritmia cardíaca?

Para prevenir o aparecimento da arritmia cardíaca, é necessário tomar alguns cuidados com a saúde:

  • evitar a cafeína presente em cafés, chás, chocolates, refrigerantes e conhecida por seus efeitos estimulantes no sistema nervoso. A cafeína também pode gerar contração e batimentos mais rápidos do coração.
  • Consumir álcool com moderação, pois o seu excesso está diretamente ligado ao quadro de arritmia cardíaca. A bebida alcoólica estimula o sistema adrenérgico (formado pelos receptores cerebrais responsáveis por produzir adrenalina), o que irá aumentar o batimento cardíaco e piorar um quadro de arritmia.
  • Evitar dietas sem acompanhamento médico ou de nutricionista, pois uma restrição de calorias muito elevada ou somente à base de líquidos pode ocasionar distúrbios metabólicos, deficiência de nutrientes e desidratação. E estas condições podem alterar o ritmo dos batimentos cardíacos, tanto para mais quanto para menos, gerando ou piorando um quadro de arritmia.
  • Praticar exercícios regularmente, pois a as atividades físicas diminuem a incidência de arritmias. Pessoas sedentárias têm até 25% a mais de chance de sofrer do problema.
  • Evitar alimentos gordurosos, porque o seu consumo exagerado aumenta a incidência de arritmia. O acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos eleva a pressão do sangue e pode causar não só as arritmias, como outras doenças cardiovasculares.
  • Não fumar, pois a nicotina ativa a liberação de substâncias como adrenalina, que estimula os batimentos do coração, elevando a frequência cardíaca e causando taquicardia.

A arritmia cardíaca tem cura se houverem alterações bruscas nos hábitos de vida. Essas atitudes são necessárias, às vezes, para se garantir uma melhora na saúde. Caso você tenha alguma outra dúvida sobre arritmia cardíaca, entre em contato com a Unicardio e marque uma consulta com um especialista.