Crianças com colesterol alto podem desenvolver doenças cardíacas?

30/06/2017 | | publicado por

Crianças com colesterol alto podem desenvolver doenças cardíacas?

Existem dois tipos de doenças cardíacas que podem se desenvolver em crianças: as congênitas e as adquiridas. As congênitas são aquelas que surgem quando o bebê ainda está em formação. Já as adquiridas estão relacionadas às cardiopatias que se manifestam devido a fatores externos, como o sedentarismo e outros maus hábitos.

As patologias congênitas podem ser detectadas durante a gestação, a partir da realização de uma ecocardiografia fetal. O exame permite identificar anormalidades na formação das estruturas cardíacas que podem ocasionar, ou não, sinais e sintomas, dependendo do tipo e da gravidade da malformação.

O diagnóstico precoce de doenças cardíacas congênitas possibilita que algumas condições, como as arritmias fetais, sejam tratadas intra-útero. Em outros casos, permite o planejamento da terapêutica a ser usada após o nascimento, já que, muitas vezes, o problema pode requerer abordagem clínica e/ou cirúrgica em um curto período de tempo após o parto.

As miocardites virais, a Doença de Kawasaki e a febre reumática são as patologias adquiridas que mais afetam crianças. Elas também podem sofrer de insuficiência coronariana e aterosclerose, patologias frequentemente relacionadas à falta de exercícios e à má alimentação, rica em gorduras.

O consumo de alimentos inadequados, que contém muitos carboidratos, gorduras saturadas e trans, sem fibras, eleva os níveis de colesterol no organismo das crianças. Isso aumenta as chances delas conviverem com o problema também na fase adulta e as torna fortes candidatas a desenvolver uma doença no coração  a longo prazo.

Como cuidar das crianças com colesterol alto

As recomendações para que crianças com colesterol alto não desenvolvam doenças cardíacas são as mesmas válidas para os adultos. A primeira delas é incentivá-las a praticar alguma atividade física ou esporte. Movimentar o corpo beneficia todo o organismo, incluindo o coração.

A segunda orientação é para que a alimentação das crianças com colesterol alto seja equilibrada desde a infância. Essa fase da vida, aliás, é a mais propícia para estimular as crianças a comer frutas, verduras, legumes, cereais e grãos. Também é o momento ideal para ensinar a consumir a quantidade correta de cada alimento, evitando novos casos de obesidade. Além disso, crianças que não são habituadas a provar doces, frituras e refrigerantes não sentem falta e nem pedem para ingerir esses produtos.

As mesmas recomendações se aplicam em casos de crianças com cardiopatias congênitas, porém, elas precisam ser adaptadas às restrições que a patologia pode impor a ela. Em muitas situações, a doença pode não deixar sequelas e a criança pode ter uma vida comum após se recuperar do tratamento. Em outras, mesmo após a cirurgia, a criança pode necessitar de cuidados e ter de conviver com limitações. Nesse caso, os pais podem conversar com o cardiologista pediatra responsável sobre opções de exercícios e alimentação  que não causem mais danos à saúde do seu filho ou da sua filha.