O que é a avaliação de risco cirúrgico

14/07/2017 | | publicado por

O que é a avaliação de risco cirúrgico

A avaliação de risco cirúrgico ou pré-operatória deve ser feita por todas as pessoas que irão se submeter a uma operação. Ela é realizada para garantir a segurança do paciente durante a cirurgia e analisar se existe a possibilidade de ocorrer alguma complicação durante ou após o procedimento.

A avaliação de risco cirúrgico é feita por um cardiologista. O médico faz um levantamento do histórico de saúde do paciente e realiza exames físicos e complementares para verificar o estado geral de saúde da pessoa. A atenção é redobrada em caso de pacientes com hipertensão, diabetes e que possuam mais de 60 anos.

Quando algum problema é identificado na avaliação, o paciente e o médico são informados sobre a condição. Dependendo da situação, algumas medidas podem ser adotadas para diminuir os riscos. Entre elas, estão a prescrição de medicações preventivas, a suspensão de alguns remédios em uso e orientações sobre cuidados específicos no período de recuperação.

Como a avaliação de risco cirúrgico age na prevenção

A consulta de avaliação de risco cirúrgico não é um complô de médicos que visam o lucro nem serve para detectar doenças em pessoas saudáveis. Ela é realizada, exclusivamente, para assegurar que o paciente pode passar pela cirurgia sem que a saúde do coração seja prejudicada.

A avaliação não extingue a possibilidade de que haja alguma intercorrência, porém, ela facilita a determinação das medidas necessárias antes, durante e depois do procedimento.

Grande parte das complicações graves que ocorrem no pós-operatório está relacionada ao sistema cardiovascular. As mais frequentes durante os procedimentos cirúrgicos são insuficiência cardíaca e arritmia. A avaliação de risco cirúrgico atenta-se para estas e outras patologias, como a doença arterial coronariana (DAC) e a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo. Além disso, verifica-se se há risco de surgir algum problema cardíaco após a cirurgia e se existe algum prognóstico que possa se mostrar desfavorável a longo prazo.

Dependendo do estado de saúde do paciente no momento da avaliação, a consulta pode ser breve ou mais extensa. No caso de pessoas que precisam ser operadas urgentemente, a avaliação de risco cirúrgico é feita de maneira rápida. Já em pacientes que farão um procedimento eletivo, ela é mais detalhada, pois dispõe-se de mais tempo para realizá-la.