O que fazer quando sentir o coração acelerado?

Por: - Médico Cardiologista - CRM/SC 13143 RQE 18814/ 9707
Publicado em 03/07/2019 - Atualizado 04/07/2019

O que fazer quando sentir o coração acelerado?

Sentir que o seu coração está acelerado ou fora do ritmo é o que chamamos de palpitações.

Esses sintomas podem estar relacionados ao ritmo cardíaco normal, porém com a frequência cardíaca elevada ou a batimentos cardíacos com mais intensidade e força. A aceleração normal do ritmo cardíaco por ser causada por situações como exercícios, ansiedade, emoções ou alegrias.

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No entanto, os mesmos sintomas de palpitações podem estar associados a arritmias cardíacas. Nessas situações, além da frequência cardíaca elevada, o ritmo cardíaco tem uma origem anormal.

O mais importante é saber que, quando você observar que o seu coração está acelerado ou fora do ritmo, você deve procurar um cardiologista ou um arritmologista. Somente eles podem diferenciar as situações normais das anormais.

Mas, afinal, o que fazer quando sentir o coração acelerado e quando é preciso se preocupar com esse sintoma? É o que você vai descobrir neste artigo!

O que deixa o coração acelerado?

O coração acelerado pode ter inúmeras causas. Elas podem ser classificadas, principalmente, de duas formas distintas:

  1. cardíacas: quando o sintoma está vinculado ao coração, como taquicardias  e fibrilação atrial;
  2. não-cardíacas: quando o coração acelerado ocorre devido a outras causas, como hipertireoidismo, obesidade e febre.

Dentro das causas não-cardíacas, é possível citar outros fatores desencadeadores do sintoma, como:

  • tabagismo;
  • excesso de bebida alcoólica;
  • atividade física muito intensa;
  • consumo de bebidas estimulantes, como café, alguns chás e energéticos;
  • ansiedade;
  • questões emocionais, como síndrome do pânico.

Quando a aceleração cardíaca é um problema?

Um dos indícios que demonstram que não é saudável estar com o coração acelerado é quando isso ocorre quando se está em repouso e não existe nenhuma causa externa aparente.

Outro fator que merece uma atenção especial é a frequência e a intensidade das palpitações.

Quando a palpitação começa a ocorrer diariamente ou mais de uma vez ao dia e traz outros sintomas, como dor no peito e falta de ar ou sensação de desmaio, é preciso buscar ajuda médica, de forma mais urgente.

Além disso, pessoas que já possuem histórico de doença cardíaca diagnosticada, por ter sofrido um infarto previamente ou outras alterações crônicas no coração, estão com esse órgão enfraquecido e precisam de uma atenção ainda mais especial. Isso ocorre porque, segundo o Dr. Alexander Dal Forno, cardiologista da Unicardio, esses pacientes possuem mais riscos de sofrerem arritmias cardíacas e, consequentemente, de terem morte súbita.

O que fazer quando sentir o coração acelerado?

Caso a alteração no ritmo cardíaco seja esporádica e autolimitada, você pode procurar um cardiologista para lhe ajudar no esclarecimento da causa.

Mas você deve procurar um atendimento de emergência para realizar avaliação médica se os sintomas forem:

  • prolongados;
  • associados a mal-estar;
  • tonturas e desmaios;
  • dor no peito ou falta de ar.

Neste atendimento é indicado, também, realizar um eletrocardiograma e já aproveitar para fazer o diagnóstico.

Qual o tratamento para arritmia cardíaca?

Nem toda arritmia necessita de tratamento. Mesmo assim, Dal Forno destaca que, somente um profissional médico, preferencialmente um cardiologista, pode lhe dizer se você tem uma arritmia benigna ou maligna e se você precisa de tratamento, ou não.

Porém, quando a opção é pelo tratamento, existem, basicamente, duas principais formas de realizá-lo:

  1. medicamentoso: visa o uso de algumas medicações para controlar a arritmia e as palpitações; algumas arritmias são melhor controladas com medicações de uso contínuo;
  2. ablação: trata-se de um procedimento que é uma espécie de cauterização do foco da arritmia. A ablação visa a eliminação definitiva do foco da arritmia. Algumas arritmias podem ser curadas através da ablação, evitando a necessidade de uso contínuo de medicações.

As ablações são realizadas por arritmologistas cardíacos ou eletrofisiologistas. Eles são os profissionais que, junto com você, podem decidir se o seu caso é para realização de uma ablação ou para tratamento medicamentoso.

Previna-se!

Apesar de o diagnóstico do coração acelerado já indicar alguma alteração no funcionamento normal do nosso corpo, o cardiologista pontua algumas mudanças de hábitos essenciais para manter o bem estar entre coração e corpo. Anote:

  • evite a bebida alcoólica;
  • evite o tabagismo;
  • mantenha o peso regular e uma alimentação saudável;
  • evite bebidas e drogas estimulantes;
  • realize atividades físicas regulares.
  • mantenha hábitos saudáveis!!!!

Além disso, realize check-ups periódicos e não deixe de procurar ajuda em caso de palpitações. A falta de atenção a esses sintomas pode trazer problemas no futuro próximo.

Quer saber mais sobre como cuidar do seu coração? Leia o nosso Guia do coração: cuidado e prevenção.

 

Material escrito por:
Médico Cardiologista - CRM/SC 13143 RQE 18814/ 9707

O Dr. Alexander Dal Forno é formado em Medicina pela UFSM e tem os títulos de especialista em Clínica Médica, pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM/AMB), e em Cardiologia, pelo Hospital São Lucas da PUC-RS e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/AMB). Realizou especialização em Eletrofisiologia Clínica Invasiva, pelo Hospital São Lucas da PUC-RS e pela Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (SOBRAC).