Menopausa e o risco de hipertensão arterial


Publicado em 11/10/2021

Menopausa e o risco de hipertensão arterial

Quando se fala em menopausa, a maioria das pessoas pensa nas ondas de calor e na osteoporose. Apenas algumas mulheres sabem que, nesta fase, é preciso se preocupar também com um mal silencioso, que não provoca sintomas iniciais, mas que pode trazer sérias complicações à saúde: a hipertensão arterial.

 

A hipertensão arterial acomete a mulher geralmente entre 45 e 55 anos, ou seja, no início do climatério, quando a produção de estrogênio pelos ovários decresce gradativamente até cessar com a menopausa. Com isso, se perde a importante proteção cardiovascular promovida por esse hormônio. Já na pós-menopausa, apos os 65 anos, a incidência de hipertensão é igual para ambos os gêneros.

 

Continue lendo para saber mais sobre a relação entre essas duas condições e ver nossas dicas para envelhecer com um coração mais saudável.

 

Por que o estrogênio protege o coração das mulheres?

 

O hormônio estrogênio é um protetor e aliado do coração, pois estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, o que aumenta o risco do desenvolvimento de algumas doenças.

 

“Após a menopausa, a mulher deixa de produzir estrogênio. Este hormônio é um protetor natural e tem propriedades vasodilatadoras, antienvelhecimento e endurecimento vascular. A existência destes fatores aumentará, ao longo dos anos, a propensão à hipertensão”, explica Marcus Malachias, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

 

Outros sintomas da menopausa

 

Além do problema cardiovascular, existem outros sintomas da menopausa, que trazem desconforto para algumas mulheres, seja a curto ou a longo prazo:

  • alterações de humor, podendo ocasionar depressão;

  • diminuição no desejo de ter relação sexual;

  • secura vaginal e

  • incontinência urinária, afetando até 20% das mulheres.

 

Esses problemas podem acontecer de diferentes formas e em diversas intensidades, dependendo diretamente de cada mulher. Há casos, ainda, em que a paciente não sente nenhum desconforto além do climatério.

 

Dicas de cuidados com o coração durante a menopausa

 

Apesar de todos os sintomas da menopausa serem um motivo para preocupação, as complicações cardiovasculares são as que mais exigem atenção, visto que são silenciosas.

 

Para diminuir as chances de haver o desenvolvimento de problemas no coração nessa fase, recomenda-se modificar o estilo de vida:

  • manter hábitos alimentares saudáveis, reduzindo sal, café e gorduras saturadas;

  • parar de fumar;

  • evitar o consumo excessivo de álcool;

  • praticar atividades físicas, preferencialmente aeróbicas, como caminhada, natação e hidroginástica, por pelo menos 30 minutos por dia e

  • manter-se no peso adequado.

 

Durante ou após a menopausa é importante se consultar regularmente com um endocrinologista e cardiologista para ser feito o acompanhamento hormonal, da pressão arterial e, assim, evitar o surgimento de outras doenças cardíacas.

 

Esse acompanhamento é ainda mais importante para mulheres hipertensas. Além disso, também recomendamos que essas pacientes conversem com o seu médico para interromper o uso de medicamentos anticoncepcionais, que aumentam as chances da incidência de problemas como trombose, entupimento dos vasos sanguíneos e a embolia pulmonar, a complicação mais grave.

 

Esse último ocorre quando parte dos coágulos sanguíneos migram até o pulmão, podendo causar falta de ar e dor no peito repentinamente. Em alguns casos, quando não há o atendimento de forma rápida, o paciente pode vir a óbito.

 

Vale a pena fazer reposição hormonal?

 

Existem muitos artigos na internet afirmando que a reposição hormonal pode estar relacionada com a diminuição dos sintomas da menopausa, principalmente do climatério. Por isso, é normal atendermos mulheres que desejam saber mais sobre esse tratamento.

 

A verdade é que a reposição hormonal ainda é uma questão muito debatida na medicina, especialmente a sua relação com a prevenção de problemas cardiovasculares, por isso é importante ser acompanhada por um especialista em endocrinologia.

 

Existem estudos que mostram que esse tratamento não deve ser utilizado para prevenção primária ou secundária de doenças cardiovasculares.

 

Apesar disso, vale a pena conversar com o seu médico sobre essa possibilidade para atenuar os sintomas da menopausa, que podem trazer desconforto, principalmente as alterações do humor e incontinência urinária.

 

Lembre-se de sempre fazer esse tratamento com o devido acompanhamento médico, para evitar complicações e garantir a sua saúde nessa fase.

 

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