Sopro no coração tem cura?

08/02/2018 | | publicado por

Sopro no coração tem cura?

O sopro no coração, em geral, não é uma doença que compromete severamente a saúde. Raramente surgem complicações. Mas mesmo estes casos podem ser superados com um procedimento cirúrgico. Apenas em determinadas situações é que o controle se torna a única alternativa de cuidado da doença.

A operação pode ser realizada tanto para o cardiologista recuperar a válvula do coração que está com problema quanto para substituí-la. A cirurgia cardíaca pode ser feita a partir de um corte no tórax ou por cateterismo. A escolha da técnica depende muito da conduta que o médico prefere adotar em cada caso.

Antes da cirurgia, porém, conforme o tipo de sopro no coração, a primeira opção pode ser o tratamento clínico. Há medicamentos que são capazes de aliviar os sintomas causados pela insuficiência ou estreitamento das válvulas cardíacas. Eles possuem propriedades diuréticas, antiarrítmicas e são vasodilatadoras.

Os casos em que, mesmo com o tratamento adequado, seja ele clínico ou cirúrgico, o sopro no coração permanece, a medida a ser adotada é a de controle. O acompanhamento médico frequente e constante torna-se fundamental para evitar que surjam maiores riscos para a saúde.

Tipos de sopro no coração

Cerca de metade das crianças diagnosticadas com sopro no coração apresentam o tipo “inocente”. É o que não representa risco para a saúde e dispensa acompanhamento médico especializado e qualquer tratamento, já que o coração funciona normalmente.

O tipo de sopro no coração ao qual é preciso estar atento é o patológico, pois é o que apresenta alterações na estrutura cardíaca. A maior parte dos casos são diagnosticados em adultos que já tiveram doenças que lesionam as válvulas cardíacas, como a febre reumática. Os sintomas, geralmente, são cansaço, falta de ar, taquicardia e tonturas.

O ecocardiograma é o principal exame realizado para diagnosticar o sopro no coração. Ele permite identificar possíveis defeitos cardíacos a partir da avaliação das cavidades cardíacas, da verificação da sua espessura e da integridade do músculo, da observação das paredes e das divisórias internas do coração, além do aspecto das válvulas.

O sangue deve percorrer um caminho determinado dentro do coração, pelas cavidades, artérias, válvulas e veias. A existência de qualquer anomalia que desvie a circulação do seu curso normal tem chance de ser identificada como um sopro no coração.

O médico cardiologista ou o pediatra, no caso das crianças, pode perceber a mudança na passagem da corrente sanguínea pelo coração em um exame de rotina. Agendar as consultas conforme o recomendado pelos profissionais de saúde é um cuidado importante para se manter saudável.