Cardiologia intervencionista avança nos procedimentos de cirurgias do coração

Por: - Médico Cardiologista - CRM/SC 5960 RQE 3740/ 5037
Publicado em 19/06/2020 - Atualizado 08/07/2020

Cardiologia intervencionista avança nos procedimentos de cirurgias do coração

Responsável por muitas cirurgias do coração, a Cardiologia Intervencionista é a área da Cardiologia que mais evoluiu na última década. Muitos procedimentos que antes necessitavam de pontos e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hoje, podem ser feitos através de tratamentos percutâneos (através da pele) e sem a necessidade de internação.

Hoje, o Dr. Tammuz Fattah, Cardiologista Intervencionista da Unicardio e do Hospital Universitário da UFSC, explica como essa área da Cardiologia tem avançado nos procedimentos de cirurgias cardíacas.

Cardiologia intervencionista e cirurgia cardíaca: quais as diferenças?

A cardiologia intervencionista e a cirurgia cardíaca são duas especialidades da cardiologia que pedem especializações diferentes. Isso é importante para entender quais tipos de cirurgias do coração cada profissional pode atender.

Após a formação inicial na faculdade de medicina, enquanto um profissional se especializa em cardiologia e cardiologia intervencionista, o outro se especializa em cirurgia geral e depois em cirurgia cardíaca.

O Dr. Tammuz explica que a cirurgia cardíaca executa procedimentos que exigem a abertura do tórax para alcançar o coração. Esses procedimentos, necessitam de pontos e acompanhamento em UTI por, pelo menos, 24h.

Já a cardiologia intervencionista realiza procedimentos sem a necessidade de cortes. Através de punção, catéteres super finos e maleáveis são inseridos em artérias e dirigidos até o coração do(a) paciente. Com o auxílio de métodos de diagnóstico por imagem, como Raio-x ou o ultrassom, o médico acompanha a localização do cateter. Após o procedimento, o cateter é retirado pelo mesmo local da punção que só necessita de um curativo compressivo.

No caso destes procedimentos, só é necessária a internação para acompanhamento se o tratamento for terapêutico, já que se faz necessário acompanhar a evolução do quadro do paciente e avaliar se o(a) paciente apresenta algum tipo de complicação.

Há, ainda, algumas patologias como a doença coronária, por exemplo, que precisam ser tratadas com as duas técnicas associadas. Como ressalta o Dr. Tammuz, cada caso e paciente pedem a necessidade de trabalho em conjunto dos especialistas para entender qual o melhor procedimento.

Avanços na cirurgia do coração

A Cardiologia Intervencionista, por si só, já é um avanço da Hemodinâmica.

A Hemodinâmica, que estuda a dinâmica do sangue, é usada para diagnosticar problemas cardíacos. Através de cálculos e medidas de pressão feitas em laboratórios de hemodinâmica, é possível saber se o(a) paciente tem algum problema nas válvulas do coração; além disso, através da coronariografia é possível saber se há alguma obstrução das artérias.

Com esses diagnósticos, a Cardiologia Intervencionista atua no tratamento com o uso de catéteres. Ou seja, como ressalta o Dr. Tammuz, a Hemodinâmica, junto à cirurgia cardíaca, diagnostica patologias cardíacas e se desenvolveu para a Cardiologia Intervencionista para tratar essas patologias com técnicas minimamente invasivas – conhecidas popularmente como cateterismo.

A Cardiologia Intervencionista trouxe muitos avanços para as cirurgias do coração. Além de diagnosticar e fazer tratamentos via cateterismo, já existem exames não invasivos que foram validados por essa especialidade. Esse é o caso do ecocardiograma que, atualmente, não necessita mais de cateterismo e faz as mesmas medidas que a hemodinâmica.

Procedimentos com catéteres

Os próprios tratamentos via cateterismo tiveram avanços. Antes, explica o Dr. Tammuz, para a inserção de um cateter era necessário uma dissecção, uma pequena cirurgia, onde se fazia um corte na pele do paciente para alcançar a veia ou artéria. Abria-se essa veia ou artéria para a inserção do cateter e depois era necessário dar ponto e manter curativos até o retorno para a retirada dos pontos.

Hoje, esse mesmo procedimento é feito através de punção. Com uma pequena agulha se punciona a artéria do paciente, coloca-se um introdutor para impedir o sangramento e se realiza todo o procedimento. Após isso, um curativo compressivo é feito até que no dia seguinte o(a) paciente possa trocá-lo por um simples Band-aid. Não há a necessidade de retorno para a retirada de pontos, já que o procedimento é minimamente invasivo.

Vantagens da cardiologia intervencionista

Os pacientes que podem ter suas cirurgias do coração realizadas através desses procedimentos têm um tempo de recuperação muito menor dada a não necessidade de cortes profundos. Além disso, o Dr. Tammuz ressalta que a parte terapêutica vem evoluindo com os tratamentos percutâneos que diminuem o tempo de internação e proporcionam tratamentos mais avançados que não eram feitos antigamente.

As evoluções da Cardiologia Intervencionista para as cirurgias do coração não acabam por aqui. Para saber mais sobre elas, acompanhe a entrevista completa do Dr. Tammuz!

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Material escrito por:
Médico Cardiologista - CRM/SC 5960 RQE 3740/ 5037

Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/Conclusão em 1992) Residência em Clínica Médica pelo Hospital Governador Celso...

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