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Obesidade e câncer de mama: o risco silencioso que você precisa conhecer

Quando falamos em câncer de mama, logo pensamos em fatores como herança genética, idade ou histórico familiar. Mas existe um fator silencioso, ainda pouco discutido, que tem grande impacto na saúde da mulher: a obesidade.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a obesidade está ligada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer, sendo o câncer de mama um dos mais frequentes, especialmente em mulheres após a menopausa.

Já o INCA (Instituto Nacional de Câncer) reforça que a obesidade é um dos principais fatores de risco evitáveis para o câncer. Em um relatório recente, o instituto estima que cerca de 10% dos casos de câncer de mama no Brasil estão associados ao excesso de peso e à obesidade.

Por que a obesidade aumenta o risco de câncer de mama?

Muita gente acredita que gordura no corpo é apenas um “estoque de energia”, mas na verdade o tecido adiposo é metabolicamente ativo, ele produz hormônios, enzimas e substâncias inflamatórias que impactam diretamente o funcionamento do organismo.

No caso do câncer de mama, a obesidade:

  • Aumenta a produção de estrogênio, principalmente após a menopausa, quando os ovários deixam de produzir esse hormônio e o tecido adiposo passa a ser a principal fonte;
  • Estimula processos inflamatórios crônicos, que favorecem o crescimento descontrolado de células;
  • Afeta a regulação de insulina e outros hormônios de crescimento, que também têm papel na formação de tumores.

Essas alterações criam um ambiente propício para o desenvolvimento e progressão de tumores mamários, especialmente os que são hormônios dependetes (receptores de estrogênio positivo).

Um risco invisível, mas presente no dia a dia

Ao contrário de outros fatores de risco, como genética ou histórico familiar, que são imutáveis, a obesidade é modificável. Ainda assim, ela costuma ser negligenciada ou até normalizada no nosso cotidiano.

Isso acontece por diversos motivos: estigma social, dificuldade de acesso a orientação médica e, principalmente, falta de informação sobre os impactos reais do excesso de peso na saúde.

Por isso, é urgente mudar a forma como falamos de prevenção.

Prevenção vai além da mamografia

Claro que exames como a mamografia e o autoexame são fundamentais, mas prevenir o câncer de mama vai muito além disso. Envolve escolhas diárias, que impactam diretamente a saúde metabólica e hormonal da mulher.

Veja as recomendações:

Manter uma alimentação equilibrada, rica proteínas e vegetais, frutas, grãos integrais e com baixo teor de gorduras saturadas e ultra-processados
Praticar atividade física regularmente (pelo menos 150 minutos por semana)
Controlar o peso corporal com orientação profissional
Reduzir o consumo de álcool e evitar o tabagismo
Fazer acompanhamento médico regular, inclusive com avaliação hormonal, metabólica e cardiovascular

Esses hábitos reduzem significativamente não só o risco de câncer, mas também de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e infertilidade.

Vamos mudar o foco da prevenção?

Cuidar do corpo é cuidar da vida.
Prevenção não é só diagnóstico precoce. É também se alimentar melhor, se movimentar mais, dormir bem, reduzir o estresse e estar atenta ao seu corpo como um todo.

O Outubro Rosa é um ótimo momento para lembrar disso. Mas a saúde da mulher merece atenção durante todo o ano.

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Perguntas frequentes sobre Obesidade e Câncer de Mama

1. A obesidade realmente pode causar câncer de mama?

Sim. Diversos estudos mostram que a obesidade é um fator de risco significativo, principalmente após a menopausa. Isso se deve à produção aumentada de estrogênio pelo tecido adiposo e a processos inflamatórios que favorecem o crescimento de células anormais.

2. Se eu estiver apenas com sobrepeso, corro risco também?

Sim. Mesmo o sobrepeso leve já pode aumentar o risco. O perigo cresce proporcionalmente ao aumento do IMC (Índice de Massa Corporal) e da circunferência abdominal.

3. Quais exames devo fazer para monitorar minha saúde?

Além da mamografia, é recomendado monitorar:

  • Exames hormonais 
  • Avaliação do IMC e gordura abdominal
  • Exames metabólicos 
  • Acompanhamento com mastologista, endocrinologista e ginecologista

4. Tenho histórico familiar de câncer de mama. Devo me preocupar mais?

Sim. O histórico familiar já é um fator de risco importante. Se combinado com obesidade, o risco aumenta ainda mais. Por isso, o acompanhamento médico deve ser rigoroso, com atenção redobrada à saúde geral.

5. O que posso fazer para reduzir meu risco?A principal recomendação é mudar hábitos de vida. Melhorar a alimentação, praticar exercícios regularmente, controlar o peso e manter acompanhamento médico são medidas eficazes e possíveis.

Material escrito por:

Renato-haviaras

admin

Cardiologista

CRM/SC 6716 RQE 2959

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC);
  • Residência em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC);
  • Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC);
  • Especialista em Ergometria pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

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