Crianças também têm doenças cardíacas?

Por: - Médica Cardiologista - CRM/SC 12810 RQE 17973
Publicado em 11/05/2020 - Atualizado 22/05/2020

Crianças também têm doenças cardíacas?

Engana-se quem acha que as doenças cardíacas só atingem pessoas adultas e idosas. 

As malformações congênitas estão entre as principais causas de morte na primeira infância, sendo a cardiopatia congênita (CC) uma das mais frequentes e a de maior morbimortalidade, representando cerca de 40% das malformações.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência de cardiopatias congênitas no Brasil é em torno de 1%, ou seja, se o Brasil registra anualmente 2,8 milhões de nascidos vivos, pode-se estimar o surgimento de quase 29 mil novos casos de cardiopatias congênitas ao ano.

Sintomas e exames de doenças cardíacas na infância

Em bebês, os sintomas podem ser notados durante as mamadas, quando há o cansaço excessivo e transpiração, o mesmo pode acontecer durante o sono. Dificuldade no ganho de peso, irritação frequente e ainda cianose, que é caracterizada pela ponta dos dedos e/ ou lábios arroxeados. 

Em crianças maiores, o cansaço pode ser notado durante as atividades físicas ou até mesmo na dificuldade de acompanhar o ritmo de outras crianças, crescimento e ganho de peso de forma inadequada, infecções pulmonares repetidas, taquicardia ou ainda lábios roxos e pelo pálida quando brinca muito. 

Pode haver ainda episódios de: 

  • desmaios precedidos de tontura; 
  • visão turva; 
  • dores no peito e 
  • mal-estar. 

As cardiopatias na infância podem ser suspeitadas durante a gestação pelo ultrassom morfológico e confirmadas pelo ecocardiograma fetal ou ainda com a ajuda do teste do coraçãozinho, que é feito na maternidade. 

Outra forma de diagnóstico é por exame físico realizado pelo pediatra com ajuda de exames complementares como o raio x de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, cateterismo, holter de 24h e angiotomografia.

Principais Causas

As cardiopatias congênitas não têm causa definida, ocorrem pela interação de fatores genéticos e ambientais. No entanto, está comprovado que existem algumas situações que podem contribuir para o aumento do risco dessa condição. Os principais casos que podem aumentar as chances de alterações na formação do coração do feto são quando a mãe apresenta:

  • mais de 35 anos;
  • históricos de filhos anteriores cardiopatas;
  • diabetes, lúpus e hipotireoidismo;
  • toxoplasmose ou rubéola durante a gravidez;
  • aquelas que fizeram uso de anticonvulsivos, anti-inflamatórios, ácido retinoico, lítio durante a gravidez e
  • a gravidez de gêmeos, múltiplos ou fertilização in vitro também podem ter influência.

Tratamento e cuidados após o diagnóstico

O diagnóstico precoce pode salvar a vida da criança, principalmente em cardiopatias mais graves, quando o parto deve ser planejado e a criança precisa ser operada nos primeiros dias de vida. As cardiopatias congênitas podem ser prevenidas em parte através da vacinação contra a rubéola e do consumo de ácido fólico. 

Algumas cardiopatias não necessitam de tratamento. Outras podem ser tratadas de forma eficaz com procedimentos com cateteres ou cirurgia cardiovascular. Com tratamento apropriado, o prognóstico é geralmente bom, mesmo dos problemas mais complexos.

Na Unicardio fazemos o diagnóstico intra-útero, com o exame de ecocardiograma fetal, em Florianópolis, temos também o exame de  ecocardiograma pediátrico e ainda o atendimento com cardiopediatras, especialistas em cardiologia pediátrica! Agende sua avaliação!

Esse artigo foi útil para você? Compartilhe-o para contribuir com a conscientização e prevenção das doenças cardíacas em crianças.

Material escrito por:
Médica Cardiologista - CRM/SC 12810 RQE 17973

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/Conclusão 1997) Residência em Cardiologia pela Santa Casa de...

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba mais informações sobre cuidados para a saúde em seu e-mail.