Mitos e verdades sobre a hipertensão

Por: - Médico Cardiologista - CRM/SC 6716 RQE 2959
Publicado em 17/03/2020 - Atualizado 18/03/2020

Mitos e verdades sobre a hipertensão

A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das doenças que mais afetam os brasileiros. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de pessoas sofrem deste problema.

Trata-se de uma doença crônica que se caracteriza pela elevação nos níveis da pressão sanguínea nas artérias. Com isso, faz com que o coração tenha que trabalhar mais do que o normal para que o sangue consiga atingir todas as partes do corpo.

Caso a hipertensão não seja tratada adequadamente, os riscos de ela desencadear outros distúrbios são muito grandes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, ela é responsável por 40% dos casos de infarto, 80% dos derrames e 25% de insuficiência renal. Além disso, ela está entre os principais fatores de risco para aneurisma cerebral, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

Devido às taxas de incidência elevadas e às consequências que pode gerar, é fundamental conhecer alguns mitos e verdades sobre a hipertensão. Assim, fica mais fácil manter o coração sempre saudável.

O que é mito e verdade sobre a hipertensão

1 – A hipertensão afeta somente idosos

Mito. Pressão alta é uma doença “democrática”. Ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas.Assim, estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. 

2 – O consumo excessivo de sal está associado à Hipertensão

Verdade. O consumo excessivo do sal está relacionado ao aumento no risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, entre outras. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) de 2008, o consumo de sódio do brasileiro excede em mais de duas vezes o limite máximo recomendado pela OMS, de cinco gramas por dia. A média nacional é de 12 gramas. 

Os alimentos industrializados não são os únicos responsáveis pelo excesso de sal que é ingerido. É preciso cuidar da maneira que preparamos os alimentos em casa e no que é consumido em restaurantes. E principalmente, deixar de adicionar o sal nos alimentos já prontos, isso significa retirar o saleiro da mesa.

3 – Álcool é prejudicial para hipertensos

Verdade. As bebidas alcoólicas elevam a pressão arterial. Portanto, a redução do consumo de álcool é eficaz para diminuir a pressão arterial e pode prevenir a pressão alta. Sabe-se que entre cinco e dez por cento dos homens com pressão alta têm como causa do problema o alto consumo de bebidas alcoólicas. As bebidas alcoólicas possuem etanol, substância tóxica que lesa órgãos como o cérebro, o coração, o fígado e o pâncreas.

4 – A hipertensão é uma doença silenciosa

Verdade. Geralmente, a hipertensão é assintomática, o que aumenta ainda mais os riscos de o diagnóstico ocorrer quando ela já está em estágio avançado. Entretanto, em alguns casos, a doença pode gerar alguns incômodos, como:

  1. dor de cabeça;
  2. dor na nuca; 
  3. tontura;
  4. falta de ar e
  5. alteração na visão.

Aproximadamente 90% dos pacientes com hipertensão arterial não têm causa aparente identificável, sendo chamados de hipertensos essenciais.

Para pessoas com histórico familiar, é recomendado medir a pressão pelo menos uma vez ao ano e consultar um cardiologista para realização de check-up periódico.

5 – Hipertensão não tem cura?

Verdade. Mas, apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente.

Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre a hipertensão, ajude seus amigos e familiares a se prevenirem. Compartilhe esse artigo e contribua com a conscientização sobre a doença!

Material escrito por:
Médico Cardiologista - CRM/SC 6716 RQE 2959

Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (1989-1995); Residência em Clínica Médica no Hospital Universitário da Universidade...

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