A regulação hormonal é essencial para a saúde do coração

Por: - Endocrinologista - CRM/SC 7564 RQE 3776
Publicado em 25/01/2020 - Atualizado 28/02/2020

A regulação hormonal é essencial para a saúde do coração

Muitas pessoas vinculam a regulação hormonal à prevenção de gestação, à menopausa ou andropausa. Entretanto, ela não é recomendada somente para este fim. A manutenção do funcionamento do sistema endócrino pode ser muito benéfica para a saúde do coração.

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O sistema endócrino é composto por glândulas e órgãos que secretam hormônios essenciais para a saúde, em especial para o sistema cardiovascular. Há substâncias que, em níveis elevados, podem ser prejudiciais. Isso ocorre com a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que tem como função carregar o açúcar para que, dentro das células, seja transformado em energia. Em excesso, ela pode levar ao desenvolvimento de diabetes.

Existem, porém, hormônios que, quanto maior a quantidade produzida, melhor. Este é o caso de estrogênio, hormônio sexual feminino que sofre alterações ao longo do processo de envelhecimento e, por isto, é recomendada a regulação hormonal a fim de evitar prejuízos ao coração.

Neste artigo, você entenderá como os hormônios sexuais masculino (testosterona) e feminino (estrogênio) atuam no sistema cardiovascular e, ainda, porque é tão importante realizar a regulação hormonal como um todo.

Hormônios importante para a saúde do coração

Tanto o estrogênio quanto a testosterona estão presentes nos corpos de homens e mulheres, promovendo as mesmas funções metabólicas. O que as diferencia é a prevalência dos níveis hormonais, que variam de acordo com cada gênero.

O estrogênio é um hormônio naturalmente feminino que possui ação hemodinâmica, metabólica e vascular, atuando diretamente na proteção para coração e vasos sanguíneos. Dentre os benefícios que ele proporciona para o sistema cardiovascular, destacam-se:

  1. estimula a dilatação dos vasos, aumentando o fluxo sanguíneo;
  2. protege a membrana celular das artérias, reduzindo o acúmulo de gordura e, consequentemente, as chances de ocorrer um infarto;
  3. diminui a concentração de radicais livres nas células;
  4. estimula a produção de colágeno, aumentando, em longo prazo, o fluxo de sangue.

Com a chegada da menopausa, a produção de estrogênio começa a reduzir e, por este motivo, as mulheres passam a ser mais suscetíveis ao surgimento de doenças no coração. Segundo um estudo, realizado pelo Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, 38,8% das mulheres na pós-menopausa sofrem de pressão alta. Além disso, mais de 200 mulheres perdem a vida por dia, vítimas de infarto no Brasil.

Já a testosterona, hormônio masculino, age diretamente na musculatura cardíaca, mantendo-a forte. Além disso, ela atua no metabolismo, reduzindo, por exemplo, os níveis de gordura e elevando a sensibilidade à insulina. Estes fatores minimizam os riscos cardiovasculares, protegendo o organismo de acidente vascular e infarto.

Neste caso, porém, a reposição hormonal deve ser realizada visando a manutenção das taxas adequadas. Isto porque, caso os níveis fiquem elevados, podem ocorrer efeitos colaterais e danos ao sistema vascular.

Quais os principais distúrbios endócrinos que podem ser evitados com a reposição hormonal

A reposição hormonal influencia o coração porque, no momento em que mantém as taxas dos hormônios adequadas, é possível evitar diversos distúrbios endócrinos que afetam diretamente a saúde do coração.

Os problemas mais comuns e que são fatores de risco para doenças cardiovasculares são:

Esses e outros distúrbios devem ser diagnosticados por um endocrinologista em conjunto com um cardiologista. Com um tratamento multidisciplinar , é possível propor a regulação hormonal mais adequada para manter o coração o mais saudável possível.

Conte com a nossa equipe de endocrinologia para realizar seu tratamento de regulação hormonal em Florianópolis.

Material escrito por:
Endocrinologista - CRM/SC 7564 RQE 3776

O Dr. Paulo de Tarso é formado em medicina pela UFSC e especialista em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital Brigadeiro de São Paulo. O médico é Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM, também, desde 2013.

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